Diversos procedimentos em Cirurgia da Mão podem ser realizados com anestesia local. Atualmente o uso da técnica descrita por Lalonde et al. (2005), conhecida como WALANT (Wide Awake Local Anesthesia No Tourniquet), tem crescido significativamente, devido à sua segurança e eficácia. A medicação anestésica preferencialmente utilizada nessa técnica e a dose máxima de segurança (desconsiderando a associação do uso com epinefrina) são, respectivamente:
- Lidocaína, 8-11 mg/kg.
- Bupivacaína, 8-11 mg/kg.
- Marcaína, 10-14 mg/kg.
- Ropivacaína, 1-2 mg/kg.
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Conceito-chave
WALANT significa cirurgia com o paciente acordado, anestesia local e sem torniquete. A lidocaína fornece anestesia, enquanto a epinefrina promove vasoconstrição e ajuda a obter hemostasia. A ausência de sedação permite testar ativamente reparos e transferências tendíneas durante o procedimento, quando isso é pertinente.
A questão, porém, pede a dose sem considerar epinefrina e oferece 8–11 mg/kg de lidocaína em A. A medicação corresponde à técnica, mas a dose não corresponde ao limite convencional de infiltração sem vasoconstritor. O gabarito A foi preservado com alerta; não deve ser usado para orientar uma prescrição.
| Lidocaína em infiltração convencional, adulto saudável | Limite de referência da bula consultada |
|---|---|
| Sem epinefrina | 4,5 mg/kg, geralmente até 300 mg |
| Com epinefrina | 7 mg/kg, geralmente até 500 mg |
Protocolos de anestesia tumescente têm condições próprias de concentração, absorção e monitorização. Seus limites não devem ser transportados para qualquer infiltração digital. Comorbidades, local de aplicação, outras doses administradas e risco de injeção intravascular também modificam a segurança.
Concentração não é dose total. Lidocaína a 1% contém 10 mg/mL; a dose é calculada multiplicando a concentração pelo volume. Infiltrar uma solução mais diluída permite maior volume para a mesma quantidade de miligramas, mas não elimina a toxicidade sistêmica.
Sinais neurológicos e cardiovasculares podem ocorrer na toxicidade por anestésico local, exigindo reconhecimento e tratamento imediato. Bupivacaína e Marcaína são a mesma substância em nome genérico e comercial; as doses muito altas das alternativas B e C não se tornam seguras por trocar o nome. Epinefrina também exige seleção clínica, especialmente quando a circulação do dedo já está comprometida.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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