Com relação às características da degeneração Walleriana, é correto afirmar que ela ocorre
- proximalmente ao ponto de lesão e envolve a desintegração do axolema, a fragmentação celular, a despolimerização de microtúbulos e a quebra do citoesqueleto.
- distalmente ao ponto de lesão e envolve a desintegração da bainha de mielina, a proliferação de fibroblastos e a deposição de matriz extracelular.
- distalmente ao ponto de lesão e envolve a desintegração do axolema, a fragmentação celular, a despolimerização de microtúbulos e a quebra do citoesqueleto.
- proximalmente ao ponto de lesão e envolve a desintegração da bainha de mielina, a proliferação de fibroblastos e a deposição de matriz extracelular.
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Conceito-chave
Degeneração Walleriana ocorre no segmento distal de um axônio separado do corpo celular. O axônio depende de transporte e manutenção vindos do soma. Quando a continuidade é interrompida, o trecho distal perde esse suporte e se desintegra, junto com a mielina que o envolve.
O processo inclui alteração da membrana axonal, fragmentação do axônio e quebra do citoesqueleto. Células de Schwann e macrófagos participam da remoção dos detritos. No sistema nervoso periférico, as células de Schwann também organizam um ambiente que pode orientar os brotos regenerativos, caso o trajeto e as condições locais sejam favoráveis.
| Fenômeno | Localização e significado |
|---|---|
| Degeneração Walleriana | Distal à interrupção axonal |
| Alterações retrógradas | Coto proximal e corpo celular; resposta à lesão |
| Fibrose local | Cicatrização e deposição de matriz, que podem dificultar regeneração |
| Regeneração axonal | Crescimento a partir do segmento proximal sobrevivente |
A resposta correta pelo mecanismo descrito é C, pois reúne localização distal e desintegração axonal. O gabarito fornecido marca A, que troca a localização para proximal. A letra oficial foi preservada, mas a afirmação proximal não deve ser aprendida como degeneração Walleriana.
Essa distinção também esclarece a eletroneuromiografia. Logo após a lesão, o segmento distal ainda pode responder ao estímulo por algum tempo. A ausência inicial de sinais completos de denervação não prova continuidade nervosa. Os achados mudam conforme o processo distal avança, a distância até o músculo e a gravidade da lesão.
Deposição de matriz e proliferação de fibroblastos podem ocorrer na resposta reparativa, mas não substituem a definição do processo axonal. Não se deve escolher uma alternativa apenas por ela reunir palavras associadas a lesão de nervo.
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