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Questão de Lesões de nervos periféricos (Einstein 2026)

Mão e punhoLesões de nervos periféricosEinstein 2026

a principal indicação da transferência fascicular do nervo ulnar para o ramo motor do bíceps nas lesões do plexo braquial são as lesões

  1. de C5–C6 ou C5–C7 com preservação de C8–T1.
  2. isoladas de C8 e T1.
  3. pré-ganglionares de C5 a C8.
  4. do nervo mediano proximais.
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Gabarito: A · de C5–C6 ou C5–C7 com preservação de C8–T1.

Conceito-chave

Oberlin aproxima um nervo saudável de um músculo denervado. Na técnica clássica, um fascículo motor do nervo ulnar é conectado ao ramo do musculocutâneo destinado ao bíceps. O objetivo é recuperar a flexão do cotovelo sem depender de regeneração por todo o trajeto desde o plexo até o braço.

A indicação típica é uma lesão C5–C6, eventualmente incluindo C7, com C8–T1 preservadas. A lesão superior paralisa o bíceps, enquanto as raízes inferiores podem manter o ulnar funcionante. A questão só faz sentido quando coexistem um alvo que precisa de reinervação e um doador que realmente pode fornecer axônios.

ElementoO que deve ser avaliado
AlvoBíceps denervado, ainda com possibilidade de recuperação muscular
DoadorFunção ulnar preservada, incluindo força e avaliação eletrofisiológica
DistânciaCoaptação próxima ao músculo, que encurta o caminho de regeneração
Custo funcionalSeleção fascicular para limitar o prejuízo aos músculos originalmente inervados

A transferência não utiliza todo o nervo ulnar. A escolha do fascículo é orientada pela anatomia e pela estimulação intraoperatória. Transferir indiscriminadamente um nervo funcionante criaria um déficit grave na mão. Na transferência dupla, conhecida como Oberlin II, um fascículo do mediano pode ser destinado ao braquial; isso não muda a necessidade de verificar a integridade dos doadores.

Nas avulsões extensas, o problema é diferente: o ulnar pode estar tão comprometido quanto o bíceps. A escolha passa a considerar outros doadores ou reconstruções funcionais. Também não basta ter um nervo doador: denervação prolongada, atrofia muscular e atraso até a reinervação reduzem a perspectiva de recuperar força útil.

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