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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (TARO 2025)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaTARO 2025

Na paralisia obstétrica, a criança com síndrome de CLAUDE-BERNARD-HORNER apresentase com enoftalmia e:

  1. anidrose facial, com bom prognóstico.
  2. anidrose facial, com mau prognóstico.
  3. hiperidrose facial, com mau prognóstico.
  4. hiperidrose facial, com bom prognóstico.
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Gabarito: B · anidrose facial, com mau prognóstico.

Conceito-chave

A síndrome de Claude-Bernard-Horner aparece quando a via simpática que vai para o olho e a face é interrompida. Essas fibras saem da medula pela raiz T1, por isso uma lesão do plexo braquial que arranca T1 da medula também corta essa via.

Os sinais:

ptose (pálpebra caída);

miose (pupila pequena);

enoftalmia (olho que parece afundado);

anidrose facial: sem o simpático, as glândulas sudoríparas daquele lado param de suar.

Por que o prognóstico é ruim: o Horner indica que T1 foi arrancada da medula (avulsão pré-ganglionar). Essas lesões não se recuperam sozinhas e não podem ser reparadas diretamente; a reconstrução depende de transferências de nervos de fora do plexo (intercostais, acessório, C7 do outro lado).

Na paralisia obstétrica, Horner é sinal de lesão total do plexo, o grupo 4 de Narakas, o de pior prognóstico.

Outros marcos de prognóstico: a volta do bíceps contra a gravidade até os 3 meses (Gilbert e Tassin) e o teste do biscoito aos 9 meses (levar o biscoito à boca). Sem eles, considera-se cirurgia.

Na prova: Horner na paralisia obstétrica = enoftalmia, anidrose facial e mau prognóstico.

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