A técnica de transferência nervosa do ramo motor do ulnar para o ramo motor do músculo bíceps, utilizada no tratamento cirúrgico da lesão traumática do plexo braquial em adulto, foi descrita por:
- OBERLIN.
- BERTELLI.
- ZANCOLLI.
- MACKINNON.
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Conceito-chave
Nas lesões do plexo braquial do adulto, uma das prioridades é devolver a flexão do cotovelo. Quando as raízes altas (C5 e C6) não podem ser reparadas diretamente, usam-se transferências nervosas: um ramo de um nervo que funciona é ligado ao ramo do músculo paralisado, perto dele, o que encurta o tempo de regeneração.
A transferência de Oberlin: um fascículo do nervo ulnar (geralmente o que vai para o flexor ulnar do carpo) é ligado ao ramo motor do bíceps, que vem do musculocutâneo. A perda do fascículo do ulnar é bem tolerada, e o bíceps volta a funcionar.
Variações: a dupla transferência acrescenta um fascículo do mediano para o ramo do braquial, popularizada por Mackinnon, o que reforça a flexão do cotovelo.
Outras transferências clássicas: o nervo acessório para o supraescapular (abdução e rotação do ombro) e um ramo do radial (cabeça do tríceps) para o axilar (deltoide).
O tempo importa: a placa motora do músculo degenera depois de 12 a 18 meses sem nervo, por isso a cirurgia deve ser feita cedo, em geral entre 3 e 6 meses após a lesão.
Os outros nomes: Zancolli é ligado à capsulodese (laço) para a garra da mão paralítica; Bertelli tem várias contribuições em transferências do plexo, mas não dá nome a esta.
Na prova: fascículo do ulnar para o ramo do bíceps = Oberlin.
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