A ressecção da fileira proximal do carpo é um dos tratamentos de escolha na doença de Kienböck em qual estagio segundo a classificação de Lichtman ?
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Conceito-chave
Na doença de Kienböck (necrose avascular do semilunar), o tratamento depende do estágio da classificação de Lichtman, que segue a radiografia e a ressonância.
Os estágios:
I: radiografia normal; só a ressonância mostra o semilunar alterado;
II: o semilunar fica esclerótico (mais branco), mas mantém a forma;
IIIA: o semilunar colapsa ou se fragmenta, mas o alinhamento do carpo está preservado;
IIIB: colapso com perda do alinhamento: o escafoide roda em flexão e fica fixo nessa posição (sinal do anel cortical, ângulo radioescafoide acima de 60°), e o capitato migra para cima;
IIIC: fratura coronal crônica do semilunar;
IV: artrose entre rádio e carpo ou entre as fileiras do carpo.
A lógica do tratamento: enquanto o carpo está alinhado (I a IIIA), tenta-se descarregar o semilunar (encurtamento do rádio quando a ulna é mais curta, encurtamento do capitato) ou revascularizá-lo (enxerto ósseo vascularizado). Quando o alinhamento se perde (IIIB), o semilunar já não se salva e passam a valer os procedimentos de salvamento: artrodeses parciais do carpo ou a ressecção da fileira proximal.
A ressecção da fileira proximal retira escafoide, semilunar e piramidal. A cabeça do capitato passa a articular com a fossa semilunar do rádio. Por isso exige cartilagem boa nessas duas superfícies: se já houver artrose (estágio IV), o resultado é ruim. O punho perde parte do movimento e da força, mas fica sem dor e sem precisar de artrodese.
Na prova: ressecção da fileira proximal no Kienböck é tratamento do estágio IIIB.
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