Assinale a alternativa que apresenta corretamente um tipo de classificação para luxação radiocárpica.
- Universal.
- Dumontier.
- Kapandji.
- Allis.
- Cotton.
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Conceito-chave
A luxação radiocárpica é a saída do carpo inteiro de cima do rádio: todo o bloco do carpo se desloca, geralmente para dorsal e para ulnar. É rara e acontece em traumas de alta energia, com ruptura dos fortes ligamentos que prendem o carpo ao rádio. Muitas vezes vem acompanhada de uma fratura na borda do rádio.
A classificação de Dumontier separa dois tipos, e a diferença muda o tratamento:
tipo I: luxação puramente ligamentar, sem fragmento ósseo ou com um fragmento mínimo da estiloide radial. Os ligamentos rompidos precisam ser reparados (principalmente os radiocárpicos volares), às vezes com fixação temporária;
tipo II: luxação com um fragmento grande da estiloide radial (mais de um terço da fossa do escafoide). Os ligamentos importantes ficaram presos a esse fragmento. Ao fixar o fragmento no lugar, a estabilidade é restaurada.
Por que a distinção importa: no tipo I, se o cirurgião tratar a lesão como uma simples fratura e não reparar os ligamentos, o carpo pode continuar escorregando para o lado ulnar (translocação ulnar do carpo), com mau resultado.
Complicações: translocação ulnar, artrose e rigidez.
Os outros nomes da questão:
Universal: classificação das fraturas do rádio distal;
Kapandji: técnica de fixação com fios dentro do foco da fratura do rádio distal;
Allis: manobra de redução da luxação do quadril;
Cotton: fratura e teste do tornozelo.
Na prova: a luxação radiocárpica é classificada por Dumontier.
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