A complicação cirúrgica mais comum da técnica de reconstrução tendinosa flexora utilizando enxerto de tendão é :
- ruptura.
- necrose.
- aderência.
- efeito quadriga.
- síndrome de PARKES.
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Conceito-chave
Quando um tendão flexor é reconstruído com um enxerto de tendão, o enxerto é inicialmente um tecido "solto", sem irrigação própria. Ele sobrevive porque o leito ao redor cria novos vasos que crescem em direção a ele (revascularização).
A complicação mais comum, a aderência: os mesmos tecidos que levam sangue ao enxerto também o prendem ao leito. Formam-se pontes de cicatriz entre o enxerto e as estruturas vizinhas, e o tendão perde o deslizamento. O dedo fica com movimento limitado.
Outras complicações:
ruptura: nas junções das suturas, mas é menos frequente;
efeito quadriga: quando o enxerto fica curto demais, impedindo os dedos vizinhos de dobrar;
dedo lumbrical plus: quando o enxerto fica longo e frouxo, causando extensão paradoxal;
contratura em flexão da interfalângica proximal;
corda de arco: quando as polias são insuficientes.
Como prevenir as aderências:
operar só com as articulações móveis, pele boa e polias reconstruídas;
técnica delicada, com as suturas fora da bainha;
mobilização precoce;
se a aderência limitar muito, fazer uma tenólise (liberação cirúrgica do tendão) após 3 a 6 meses.
Sobre a síndrome de Parkes-Weber: é uma malformação vascular congênita, com comunicações anormais entre artérias e veias. Não tem relação com enxertos de tendão.
Na prova: a complicação mais comum da reconstrução flexora com enxerto é a aderência.
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