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Questão de Lesões dos tendões flexores (Ortopedia)

Mão e punhoLesões dos tendões flexoresOrtopedia

A complicação cirúrgica mais comum da técnica de reconstrução tendinosa flexora utilizando enxerto de tendão é :

  1. ruptura.
  2. necrose.
  3. aderência.
  4. efeito quadriga.
  5. síndrome de PARKES.
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Gabarito: C · aderência.

Conceito-chave

Quando um tendão flexor é reconstruído com um enxerto de tendão, o enxerto é inicialmente um tecido "solto", sem irrigação própria. Ele sobrevive porque o leito ao redor cria novos vasos que crescem em direção a ele (revascularização).

A complicação mais comum, a aderência: os mesmos tecidos que levam sangue ao enxerto também o prendem ao leito. Formam-se pontes de cicatriz entre o enxerto e as estruturas vizinhas, e o tendão perde o deslizamento. O dedo fica com movimento limitado.

Outras complicações:

ruptura: nas junções das suturas, mas é menos frequente;

efeito quadriga: quando o enxerto fica curto demais, impedindo os dedos vizinhos de dobrar;

dedo lumbrical plus: quando o enxerto fica longo e frouxo, causando extensão paradoxal;

contratura em flexão da interfalângica proximal;

corda de arco: quando as polias são insuficientes.

Como prevenir as aderências:

operar só com as articulações móveis, pele boa e polias reconstruídas;

técnica delicada, com as suturas fora da bainha;

mobilização precoce;

se a aderência limitar muito, fazer uma tenólise (liberação cirúrgica do tendão) após 3 a 6 meses.

Sobre a síndrome de Parkes-Weber: é uma malformação vascular congênita, com comunicações anormais entre artérias e veias. Não tem relação com enxertos de tendão.

Na prova: a complicação mais comum da reconstrução flexora com enxerto é a aderência.

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