Na mão reumatoide, a técnica de BECKENBAUGH é realizada para corrigir a deformidade em
- botoeira do polegar.
- pescoço de cisne do polegar.
- botoeira da articulação interfalangiana proximal.
- hiperextensão da articulação interfalangiana proximal.
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Conceito-chave
O pescoço de cisne é a deformidade em que a interfalângica proximal (IFP) fica hiperestendida (dobra para trás) e a interfalângica distal (IFD) fica fletida. Na artrite reumatoide, ela é muito comum.
Para corrigir a forma flexível, é preciso criar um freio na frente da IFP, que impeça a hiperextensão. Existem várias técnicas:
dermodese: retira-se uma faixa de pele da face volar da IFP, e a cicatriz funciona como freio;
tenodese com o flexor superficial: uma das tiras do flexor superficial dos dedos é cortada e presa na falange proximal, formando uma "corda" na frente da IFP que impede que ela estenda além do limite. As técnicas de Beckenbaugh e de Zancolli usam esse princípio;
reconstrução do ligamento retinacular oblíquo (Littler), usando uma banda lateral;
mobilização das bandas laterais para a frente.
Lembrando a diferença entre as duas deformidades dos dedos:
pescoço de cisne: IFP em hiperextensão e IFD em flexão;
botoeira: IFP em flexão e IFD em hiperextensão.
No polegar, a botoeira começa na metacarpofalângica e o pescoço de cisne, na base do polegar (trapeziometacarpiana); são outros mecanismos.
Na prova: a técnica de Beckenbaugh corrige a hiperextensão da interfalângica proximal, o pescoço de cisne.
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