Na lesão traumática do plexo braquial, a presença de protração da escápula indica preservação da raiz de
- C5.
- C6.
- C7.
- C8.
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Conceito-chave
Na lesão traumática do plexo braquial, é fundamental saber se a raiz foi arrancada da medula (avulsão, lesão pré-ganglionar) ou se rompeu fora dela (lesão pós-ganglionar):
se a raiz está preservada junto à medula, existe um coto que pode receber um enxerto de nervo;
se foi avulsionada, não há coto, e só restam as transferências de outros nervos.
Como descobrir pelo exame: alguns nervos saem diretamente das raízes, logo junto à coluna. Se os músculos que eles inervam funcionam, a raiz correspondente está preservada nesse ponto.
A protração da escápula: é o movimento de levar a escápula para a frente, feito pelo serrátil anterior. Esse músculo é inervado pelo nervo torácico longo, que nasce diretamente das raízes C5, C6 e C7. Se a protração está presente, a raiz C5 não foi arrancada da medula. Clinicamente, esse achado é lido como marcador de C5 preservada.
Outros marcadores de raízes:
romboides (nervo dorsal da escápula) e diafragma (nervo frênico): também indicam C5 preservada;
C6: bíceps e braquiorradial;
C7: tríceps e extensores do punho e dos dedos;
C8: flexores dos dedos;
T1: músculos intrínsecos da mão; a ausência de síndrome de Horner indica que T1 não foi avulsionada.
Na prova: a protração da escápula presente indica preservação da raiz C5.
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