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Questão de Lesões de nervos periféricos (TEOT 2023)

Mão e punhoLesões de nervos periféricosTEOT 2023

Na lesão traumática do plexo braquial, a presença de protração da escápula indica preservação da raiz de

  1. C5.
  2. C6.
  3. C7.
  4. C8.
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Gabarito: A · C5.

Conceito-chave

Na lesão traumática do plexo braquial, é fundamental saber se a raiz foi arrancada da medula (avulsão, lesão pré-ganglionar) ou se rompeu fora dela (lesão pós-ganglionar):

se a raiz está preservada junto à medula, existe um coto que pode receber um enxerto de nervo;

se foi avulsionada, não há coto, e só restam as transferências de outros nervos.

Como descobrir pelo exame: alguns nervos saem diretamente das raízes, logo junto à coluna. Se os músculos que eles inervam funcionam, a raiz correspondente está preservada nesse ponto.

A protração da escápula: é o movimento de levar a escápula para a frente, feito pelo serrátil anterior. Esse músculo é inervado pelo nervo torácico longo, que nasce diretamente das raízes C5, C6 e C7. Se a protração está presente, a raiz C5 não foi arrancada da medula. Clinicamente, esse achado é lido como marcador de C5 preservada.

Outros marcadores de raízes:

romboides (nervo dorsal da escápula) e diafragma (nervo frênico): também indicam C5 preservada;

C6: bíceps e braquiorradial;

C7: tríceps e extensores do punho e dos dedos;

C8: flexores dos dedos;

T1: músculos intrínsecos da mão; a ausência de síndrome de Horner indica que T1 não foi avulsionada.

Na prova: a protração da escápula presente indica preservação da raiz C5.

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