Na plexopatia neonatal, o critério mais utilizado para a indicação de exploração microcirúrgica é o retorno da
- flexão do cotovelo.
- extensão do cotovelo.
- sensibilidade na região lateral do braço.
- sensibilidade na região lateral do antebraço.
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Conceito-chave
Na paralisia obstétrica do plexo braquial, a maioria dos bebês recupera sozinha. O desafio é identificar cedo quais não vão recuperar, para operar dentro da janela em que os músculos ainda podem ser reinervados.
O critério mais usado: a flexão do cotovelo, feita pelo bíceps. Gilbert e Tassin propuseram que, se aos 3 meses de vida o bebê não consegue dobrar o cotovelo contra a gravidade, a recuperação espontânea será ruim, e está indicada a exploração microcirúrgica do plexo.
Por que o bíceps: ele é inervado pelas raízes C5 e C6, as mais acometidas na paralisia obstétrica. Sua recuperação é um bom marcador da recuperação do tronco superior, e é fácil de observar num bebê.
Outros critérios:
teste do biscoito: aos 9 meses, com o braço junto ao corpo, o bebê deve conseguir levar um biscoito à boca;
escala de Toronto: soma menor que 3,5 indica cirurgia;
síndrome de Horner ou lesão total: indicam cirurgia mais cedo.
Por que não os outros critérios:
a extensão do cotovelo (tríceps, raízes mais baixas) costuma estar preservada nas lesões altas, e por isso não separa quem vai ou não recuperar;
a sensibilidade é muito difícil de avaliar com confiança num bebê.
Na prova: o critério mais usado para indicar a exploração microcirúrgica é o retorno da flexão do cotovelo.
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