Segundo NALEBUFF, as deformidades em pescoço de cisne tipo III na artrite reumatóide devem ser abordadas com
- artrodese
- dermodese
- tenodese
- manipulação
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Conceito-chave
O pescoço de cisne é a deformidade em que a interfalângica proximal (IFP) fica hiperestendida (dobra para trás) e a interfalângica distal (IFD) fica fletida. O dedo lembra o pescoço curvo de um cisne. Na artrite reumatoide, ela surge pela frouxidão da placa volar da IFP (causada pela sinovite), por um dedo em martelo ou por contratura dos músculos intrínsecos.
A classificação de Nalebuff se baseia na mobilidade da IFP e no estado da articulação:
tipo I: a IFP é flexível em qualquer posição. Trata-se freando a hiperextensão com procedimentos de partes moles: dermodese (retirar uma faixa de pele da frente do dedo), tenodese com o flexor superficial, ou reconstrução de ligamentos;
tipo II: a flexão da IFP é limitada conforme a posição da metacarpofalângica, por retração dos intrínsecos. Acrescenta-se a liberação dos intrínsecos;
tipo III: a flexão da IFP fica limitada em todas as posições, mas a articulação está preservada na radiografia. O bloqueio é das partes moles (bandas laterais presas, pele dorsal encurtada). O tratamento começa pela manipulação da IFP, mobilizando as bandas laterais e, se preciso, liberando a pele, para recuperar o movimento passivo. Só depois se fazem os procedimentos para manter a correção;
tipo IV: a IFP está rígida e com a articulação destruída. Trata-se com artrodese (no indicador e no médio, que precisam de estabilidade para a pinça) ou artroplastia (no anelar e no mínimo).
Na prova: no pescoço de cisne tipo III de Nalebuff, a abordagem é a manipulação, para recuperar a mobilidade passiva.
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