Na doença de KIENBOCK a carpectomia da fileira proximal está indicada no tipo
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Conceito-chave
Na doença de Kienböck (necrose do semilunar), o tratamento depende do estágio. Nos casos avançados, uma opção é a carpectomia da fileira proximal: retiram-se o escafoide, o semilunar e o piramidal. O capitato desce e passa a se articular diretamente com a fossa do semilunar no rádio, formando uma nova articulação.
Quando ela está indicada: no estágio IIIB de Lichtman, em que o semilunar já colapsou e o carpo perdeu o alinhamento, com o escafoide fixo em flexão. Nessa fase, não adianta mais tentar salvar o semilunar.
A condição essencial: a nova articulação precisa ter cartilagem boa. Por isso, a cabeça do capitato e a fossa semilunar do rádio precisam estar preservadas.
A classificação de Bain e Begg ajuda a decidir. Ela é feita por artroscopia e conta quantas das quatro superfícies articulares ao redor do semilunar estão gastas:
grau 0: nenhuma;
grau 1: uma, geralmente a parte de cima do semilunar;
grau 2: duas;
grau 3: três, incluindo o capitato ou o rádio;
grau 4: todas.
Quando o capitato está acometido (graus 3 e 4), a carpectomia fica contraindicada, porque a nova articulação já estaria gasta. Nesses casos, opta-se por artrodese ou artroplastia.
As opções por estágio de Lichtman: até o IIIA, procedimentos que aliviam a carga do semilunar ou o revascularizam; no IIIB, carpectomia da fileira proximal ou artrodeses parciais; no IV, artrodese total ou artroplastia.
Na prova: a carpectomia da fileira proximal no Kienböck é indicada no estágio IIIB de Lichtman.
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