Nas lesões dos nervos periféricos, a axoniotmese corresponde às lesões de SUNDERLAND tipo
- I
- II
- III
- IV
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Conceito-chave
Existem duas classificações clássicas das lesões de nervo periférico, e é preciso saber como elas se correspondem.
Seddon (três graus):
neuropraxia: só um bloqueio na condução do impulso, com lesão da mielina. O axônio está inteiro;
axonotmese: o axônio se rompe, mas as capas de tecido em volta continuam, total ou parcialmente;
neurotmese: o nervo é cortado por completo.
Sunderland (cinco graus, mais detalhado):
I: equivale à neuropraxia. Recupera completamente em dias a semanas;
II: o axônio se rompe, mas o endoneuro (o tubo que envolve cada axônio) está íntegro. É a axonotmese "pura". O endoneuro funciona como um trilho que guia o axônio de volta ao destino certo, e a recuperação é completa, a cerca de 1 mm por dia;
III: axônio e endoneuro lesados. Ainda é axonotmese, mas a recuperação é incompleta e imprevisível;
IV: axônio, endoneuro e perineuro lesados; só o epineuro está inteiro. Forma-se um neuroma em continuidade, que precisa de cirurgia;
V: secção completa. Equivale à neurotmese.
Outros conceitos:
degeneração walleriana: o pedaço do nervo abaixo da lesão degenera em 2 a 3 semanas. Por isso a eletroneuromiografia é mais útil a partir de 3 semanas;
Tinel que avança ao longo do nervo com o tempo é sinal de regeneração.
Na prova: a axonotmese corresponde, na forma mais típica, ao tipo II de Sunderland.
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