Na doença de DUPUYTREN, a corda patológica sinalizada na imagem a seguir, é formada pelo ligamento

- natatório.
- de CLELAND.
- de GRAYSON.
- superficial transverso.
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Conceito-chave
A imagem. Mostra um dedo com uma corda de Dupuytren que corre de forma espiral, passando por baixo e ao redor do feixe neurovascular (artéria e nervo digitais). Essa é a corda espiral, e um dos seus componentes é o ligamento de Grayson.
A fáscia normal do dedo e as cordas de Dupuytren. As cordas da doença de Dupuytren se formam a partir de bandas normais da fáscia, que se transformam em tecido contrátil.
| Banda ou ligamento normal | Posição | Corda que forma |
|---|---|---|
| Banda pré-tendínea | Sobre os tendões flexores, na palma | Corda pré-tendínea (flexão da metacarpofalângica) |
| Banda espiral | Lateral à metacarpofalângica, desce ao dedo | Parte da corda espiral |
| Lâmina digital lateral | Lateral ao dedo | Corda lateral |
| Ligamento de Grayson | Volar ao feixe neurovascular | Parte da corda espiral |
| Ligamento natatório | Nas comissuras, transversal | Corda natatória (estreita a comissura) |
| Ligamento de Cleland | Dorsal ao feixe neurovascular | Não é acometido pela doença |
A corda espiral. É formada pela banda pré-tendínea, pela banda espiral, pela lâmina digital lateral e pelo ligamento de Grayson. Ao se contrair, ela se endireita, e o feixe neurovascular, que fica enrolado em volta dela, é deslocado para o centro do dedo e para a superfície (mais perto da pele). Por isso, na cirurgia, o nervo digital pode estar num lugar inesperado, bem abaixo da pele, e corre risco de ser cortado. A corda espiral causa principalmente a contratura da interfalângica proximal.
Grayson x Cleland: uma regra para lembrar.
- O ligamento de Grayson fica volar ao feixe neurovascular ("G de ground": no chão, na face palmar) e participa da doença.
- O ligamento de Cleland fica dorsal ao feixe ("C de ceiling": no teto) e não participa da doença.
O tratamento. A contratura com teste da mesa positivo, contratura da metacarpofalângica de cerca de 30° ou qualquer contratura da interfalângica proximal indica tratamento: fasciotomia percutânea com agulha, colagenase ou fasciectomia limitada. Na corda espiral, a dissecção deve identificar o nervo desde a palma, onde ele está na posição normal, antes de ressecar a corda.
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