Nos estágios avançados da rizartrose, o polegar encontra-se com hipermobilidade compensatória da metacarpofalangeana em
- flexão com o primeiro metacarpo fixo em adução.
- flexão com o primeiro metacarpo fixo em abdução.
- extensão com o primeiro metacarpo fixo em adução.
- extensão com o primeiro metacarpo fixo em abdução.
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Conceito-chave
Na rizartrose avançada (artrose da base do polegar), forma-se uma deformidade típica em ziguezague, o polegar em Z. Ela se desenvolve em etapas:
a base do primeiro metacarpo escorrega para dorsal e radial, porque os ligamentos estão frouxos e a cartilagem gasta;
o adutor do polegar, sem oposição, puxa o metacarpo para dentro, e ele fica fixo em adução. A primeira comissura (o espaço entre o polegar e o indicador) fecha;
para conseguir abrir a mão e pegar objetos, o paciente compensa hiperestendendo a metacarpofalângica (MF). A MF passa a dobrar "para trás".
O resultado é o ziguezague: base do metacarpo para fora, metacarpo para dentro, MF para trás.
Por que isso importa no tratamento: se o cirurgião corrige só a base do polegar (por exemplo, retirando o trapézio) e não trata a MF hiperestendida, a deformidade volta. A conduta depende do grau:
hiperextensão menor que 10° a 15°: não precisa tratar;
entre 15° e 30°: fixar temporariamente a MF dobrada com um fio;
acima de 30°: estabilizar a parte de trás da MF (capsulodese volar, tenodese ou artrodese).
Se a adução estiver muito fixa, também é preciso liberar a primeira comissura.
Na prova: na rizartrose avançada, a MF hiperestende de forma compensatória, com o primeiro metacarpo fixo em adução.
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