Na tenossinovite estenosante dos flexores, o tratamento através da liberação percutânea deve ser evitado nos dedos
- anular e médio.
- polegar e médio.
- anular e indicador.
- polegar e indicador.
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Conceito-chave
O dedo em gatilho (tenossinovite estenosante dos flexores) acontece quando o tendão flexor engrossa e passa a enganchar ao atravessar a polia A1, na base do dedo, na altura da metacarpofalângica. O dedo trava dobrado e depois "dispara" ao estender.
A liberação percutânea: em vez de abrir a pele, o cirurgião corta a polia A1 com a ponta de uma agulha ou um bisturi fino, sem ver as estruturas, guiando-se só pelas referências da superfície. É rápida e pouco agressiva, mas sua segurança depende de quão longe os nervos digitais estão da polia.
O risco em cada dedo:
polegar: risco alto. O nervo digital radial cruza obliquamente por cima da polia A1, bem no caminho da agulha;
indicador: risco alto. O nervo digital radial corre perto da linha média da polia;
médio e anelar: risco baixo, porque os feixes ficam afastados dos lados;
mínimo: risco intermediário.
Por isso, a liberação percutânea deve ser evitada no polegar e no indicador, onde se prefere a cirurgia aberta, com visão direta.
Sobre o dedo em gatilho: é mais comum em mulheres acima de 50 anos e em diabéticos, e se associa a artrite reumatoide e ao túnel do carpo. O primeiro tratamento é a infiltração com corticoide, que funciona na maioria dos casos, menos nos diabéticos. Se falhar, faz-se a liberação da A1.
Na prova: a liberação percutânea da polia A1 deve ser evitada no polegar e no indicador.
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