Na plexopatia neonatal da criança com 6 meses de idade e escore 3 na escala de Toronto, o resultado esperado é
- bom com recuperação total.
- bom com recuperação parcial.
- limitado se não for indicada a microcirurgia.
- limitado com recuperação do bíceps com força grau 3.
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Conceito-chave
Na paralisia obstétrica do plexo braquial, a decisão mais importante é quando operar. Esperar demais é perigoso: um músculo sem inervação por muito tempo perde a placa motora (a ligação entre o nervo e o músculo), e mesmo uma reconstrução bem feita depois não o recupera.
A escala de movimento ativo de Toronto ajuda nessa decisão. Ela avalia cinco movimentos, cada um com nota de 0 a 2:
flexão do cotovelo;
extensão do cotovelo;
extensão do punho;
extensão dos dedos;
extensão do polegar.
A soma vai de 0 a 10.
Como interpretar, entre os 3 e os 6 meses:
escore abaixo de 3,5: indica exploração microcirúrgica do plexo (enxertos de nervo, neurólise ou transferências de nervo). Sem ela, o resultado tende a ser limitado;
escore de 3,5 ou mais: bom potencial de recuperação espontânea, e pode-se observar.
Outros critérios para indicar cirurgia:
o bíceps não consegue fletir o cotovelo contra a gravidade aos 3 meses;
teste do biscoito negativo aos 9 meses (a criança não consegue levar um biscoito à boca);
síndrome de Horner ou lesão total, que pedem cirurgia mais cedo.
A janela ideal para a cirurgia é entre os 3 e os 9 meses.
Na prova: criança de 6 meses com escore 3 na escala de Toronto tem resultado limitado se não for indicada a microcirurgia.
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