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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (TARO 2014)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaTARO 2014

Na plexopatia neonatal da criança com 6 meses de idade e escore 3 na escala de Toronto, o resultado esperado é

  1. bom com recuperação total.
  2. bom com recuperação parcial.
  3. limitado se não for indicada a microcirurgia.
  4. limitado com recuperação do bíceps com força grau 3.
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Gabarito: C · limitado se não for indicada a microcirurgia.

Conceito-chave

Na paralisia obstétrica do plexo braquial, a decisão mais importante é quando operar. Esperar demais é perigoso: um músculo sem inervação por muito tempo perde a placa motora (a ligação entre o nervo e o músculo), e mesmo uma reconstrução bem feita depois não o recupera.

A escala de movimento ativo de Toronto ajuda nessa decisão. Ela avalia cinco movimentos, cada um com nota de 0 a 2:

flexão do cotovelo;

extensão do cotovelo;

extensão do punho;

extensão dos dedos;

extensão do polegar.

A soma vai de 0 a 10.

Como interpretar, entre os 3 e os 6 meses:

escore abaixo de 3,5: indica exploração microcirúrgica do plexo (enxertos de nervo, neurólise ou transferências de nervo). Sem ela, o resultado tende a ser limitado;

escore de 3,5 ou mais: bom potencial de recuperação espontânea, e pode-se observar.

Outros critérios para indicar cirurgia:

o bíceps não consegue fletir o cotovelo contra a gravidade aos 3 meses;

teste do biscoito negativo aos 9 meses (a criança não consegue levar um biscoito à boca);

síndrome de Horner ou lesão total, que pedem cirurgia mais cedo.

A janela ideal para a cirurgia é entre os 3 e os 9 meses.

Na prova: criança de 6 meses com escore 3 na escala de Toronto tem resultado limitado se não for indicada a microcirurgia.

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