Na rizartrose, a técnica de reconstrução ligamentar de EATON e LITTLER é preconizada no estágio
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Conceito-chave
A rizartrose (artrose da base do polegar, entre o trapézio e o primeiro metacarpo) é classificada radiograficamente por Eaton e Littler em quatro estágios, e o tratamento muda conforme o estágio:
estágio I: a articulação parece normal ou com o espaço até alargado (por sinovite), e há pouca subluxação. A cartilagem está preservada. O problema é a frouxidão ligamentar;
estágio II: o espaço articular começa a estreitar, com pequenos osteófitos (menores que 2 mm);
estágio III: artrose estabelecida, com osteófitos maiores que 2 mm, esclerose e cistos;
estágio IV: a artrose atinge também a articulação escafotrapeziotrapezoide (o trapézio todo fica doente).
A reconstrução ligamentar de Eaton-Littler: usa uma tira de metade do tendão do flexor radial do carpo, passada por um túnel na base do primeiro metacarpo, para reconstruir o ligamento oblíquo anterior, o principal freio contra a subluxação dorsal. Ela só faz sentido quando a cartilagem ainda está boa: corrige a frouxidão antes que a artrose se instale. Por isso é indicada no estágio I.
Nos estágios mais avançados, a cartilagem já está gasta e estabilizar o ligamento não resolve. As opções passam a ser: trapezectomia (retirada do trapézio), muitas vezes com reconstrução ligamentar e interposição de tendão (técnica LRTI), artrodese ou prótese.
Na prova: a reconstrução ligamentar de Eaton-Littler é indicada no estágio I da rizartrose.
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