No punho reumatoide, a lesão de MANNERFELT é relacionada à ruptura do tendão do
- extensor longo do polegar.
- extensor do dedo mínimo.
- flexor ulnar do carpo.
- flexor longo do polegar.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Na artrite reumatoide, os tendões podem romper por dois mecanismos: a inflamação da sinóvia que os envolve os enfraquece, e superfícies ósseas ásperas, criadas pela doença, os desgastam por atrito, como uma corda passando sobre uma pedra.
As três rupturas clássicas no punho:
lesão de Mannerfelt: ruptura do flexor longo do polegar, por atrito num osteófito (espícula óssea) do escafoide ou do trapézio, dentro do túnel do carpo. O paciente perde a flexão da ponta do polegar;
síndrome de Vaughan-Jackson: ruptura dos extensores, começando pelo extensor do dedo mínimo e avançando para os extensores dos outros dedos, de ulnar para radial. O atrito é na cabeça da ulna, que fica saliente no dorso do punho;
ruptura do extensor longo do polegar: por atrito ou sinovite no tubérculo de Lister, no dorso do rádio.
Diagnóstico diferencial da lesão de Mannerfelt: a síndrome do nervo interósseo anterior também tira a flexão da ponta do polegar. Para diferenciar, testa-se o flexor profundo do indicador: na síndrome do nervo, ele também fica fraco; na ruptura do tendão, não.
Tratamento: retirar o osteófito (senão o reparo rompe de novo), sinovectomia e reconstrução do tendão com enxerto ou transferência, ou artrodese da interfalângica do polegar.
Na prova: a lesão de Mannerfelt é a ruptura do flexor longo do polegar por atrito num osteófito do escafoide.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo