Na rigidez pós-traumática da articulação metacarpofalângica, a capsulotomia é contraindicada se o arco de movimento alcançar
- 10º.
- 20º.
- 40º.
- 60º.
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Conceito-chave
A rigidez da metacarpofalângica (MF) depois de um trauma é comum, especialmente quando a mão fica imobilizada na posição errada.
Por que a MF endurece em extensão: os ligamentos colaterais da MF ficam frouxos com a articulação estendida e esticados com ela dobrada, porque a cabeça do metacarpo é mais larga na parte da frente. Se a MF fica imobilizada em extensão, os colaterais encurtam na posição frouxa, e depois não deixam a articulação dobrar.
Como prevenir: imobilizar na posição intrínseca-plus (ou posição de segurança): MF dobrada a 70° a 90° e interfalângicas estendidas. Assim os colaterais ficam esticados e não encurtam.
O arco funcional: não é preciso ter todo o movimento para usar bem a mão. Na MF, um arco de cerca de 60° (aproximadamente de 20° a 80° de flexão) já permite a maior parte das tarefas de preensão do dia a dia. Na interfalângica proximal o arco funcional também é de cerca de 60°, e na distal, de cerca de 40°.
Quando indicar a capsulotomia (liberação cirúrgica da cápsula dorsal):
rigidez em extensão que não melhorou após 3 a 6 meses de reabilitação;
pele e partes moles em bom estado, fratura consolidada e paciente colaborativo;
não está indicada se o arco já chega a cerca de 60°: o ganho seria pequeno, e a cirurgia traz riscos de dor, novas aderências e até perda do movimento existente.
Na prova: a capsulotomia da MF é contraindicada quando o arco já alcança cerca de 60°, que é funcional.
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