A doença de KIENBOCK tem como fator de risco para sua ocorrência:
- o gênero feminino
- o punho dominante
- a idade maior que 50 anos
- a variancia ulnar tipo ulna plus
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Conceito-chave
A doença de Kienböck é a necrose avascular do semilunar: o osso perde a irrigação, morre e acaba colapsando. Não tem uma causa única; vários fatores de risco se somam.
Os fatores de risco:
punho dominante: é o que trabalha mais e recebe mais carga repetida;
sexo masculino, entre 20 e 40 anos, e trabalho manual;
variância ulnar negativa (ulna *minus*): a ulna é mais curta que o rádio. Assim, o semilunar fica apoiado quase só no rádio, numa área menor, e recebe mais carga concentrada;
forma do semilunar: semilunares sem contato com o hamato concentram mais a carga;
irrigação frágil: alguns semilunares recebem sangue por um único vaso, sem reserva se ele falhar;
inclinação do rádio reduzida.
A variância ulnar: é a diferença de comprimento entre a ulna e o rádio no punho, vista na radiografia. Cada extremo se associa a um problema diferente:
**ulna *minus* (ulna curta): Kienböck**;
**ulna *plus* (ulna longa): impacto ulnocarpal**, em que a ulna bate no carpo e desgasta a fibrocartilagem triangular e o semilunar.
Acima dos 50 anos, necroses de ossos do carpo levam a pensar em outras causas, como uso de corticoide, lúpus ou anemia falciforme, ou na doença de Preiser (necrose do escafoide).
Na prova: o punho dominante é fator de risco para a doença de Kienböck, assim como a ulna *minus*.
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