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Questão de Doença de Kienböck (TARO 2016)

Mão e punhoDoença de KienböckTARO 2016

A doença de KIENBOCK tem como fator de risco para sua ocorrência:

  1. o gênero feminino
  2. o punho dominante
  3. a idade maior que 50 anos
  4. a variancia ulnar tipo ulna plus
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Gabarito: B · o punho dominante

Conceito-chave

A doença de Kienböck é a necrose avascular do semilunar: o osso perde a irrigação, morre e acaba colapsando. Não tem uma causa única; vários fatores de risco se somam.

Os fatores de risco:

punho dominante: é o que trabalha mais e recebe mais carga repetida;

sexo masculino, entre 20 e 40 anos, e trabalho manual;

variância ulnar negativa (ulna *minus*): a ulna é mais curta que o rádio. Assim, o semilunar fica apoiado quase só no rádio, numa área menor, e recebe mais carga concentrada;

forma do semilunar: semilunares sem contato com o hamato concentram mais a carga;

irrigação frágil: alguns semilunares recebem sangue por um único vaso, sem reserva se ele falhar;

inclinação do rádio reduzida.

A variância ulnar: é a diferença de comprimento entre a ulna e o rádio no punho, vista na radiografia. Cada extremo se associa a um problema diferente:

**ulna *minus* (ulna curta): Kienböck**;

**ulna *plus* (ulna longa): impacto ulnocarpal**, em que a ulna bate no carpo e desgasta a fibrocartilagem triangular e o semilunar.

Acima dos 50 anos, necroses de ossos do carpo levam a pensar em outras causas, como uso de corticoide, lúpus ou anemia falciforme, ou na doença de Preiser (necrose do escafoide).

Na prova: o punho dominante é fator de risco para a doença de Kienböck, assim como a ulna *minus*.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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