Nos tendões flexores superficiais dos dedos da mão, uma área isquêmica está presente sob a polia
- A1
- A2
- A3
- A4
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Conceito-chave
Os tendões flexores dos dedos correm dentro de uma bainha e recebem nutrição de duas fontes:
vascular: pequenos vasos chegam ao tendão pelas vínculas (faixas que ligam o tendão ao osso), entrando pela face dorsal (de trás) do tendão;
difusão sinovial: o líquido sinovial dentro da bainha banha o tendão e leva nutrientes por difusão, como uma esponja.
As zonas avasculares: em certos trechos, o tendão quase não recebe vasos e depende só da difusão. Esses trechos ficam justamente sob as polias, onde o tendão é comprimido contra o osso:
no flexor superficial: sob a polia A2, na falange proximal;
no flexor profundo: sob a polia A4, na falange média.
A face volar do tendão, a que encosta na polia, é a mais pobre em vasos.
As polias: são faixas fibrosas que seguram os tendões junto ao osso. As anulares vão de A1 a A5. As mais importantes são A2 e A4: sem elas, o tendão se afasta do osso ao dobrar o dedo, como a corda de um arco. A A1, na metacarpofalângica, é a que se corta no tratamento do dedo em gatilho.
Consequências práticas:
as suturas do tendão devem ser feitas preferencialmente no lado dorsal, onde ficam os vasos;
a mobilização precoce melhora a difusão do líquido sinovial e a nutrição do tendão.
Na prova: a zona isquêmica do flexor superficial fica sob a polia A2; a do profundo, sob a A4.
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