Na síndrome do túnel do carpo, a circulação epineural é prejudicada quando a pressão intratúnel se dá a partir de
- 5 mm Hg.
- 10 mm Hg.
- 15 mm Hg.
- 20 mm Hg.
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Conceito-chave
Na síndrome do túnel do carpo, o nervo mediano é comprimido porque a pressão dentro do túnel aumenta. O nervo depende de pequenos vasos sanguíneos para se nutrir, e a pressão vai prejudicando o nervo em etapas.
A escala da pressão (em mmHg):
2 a 5: pressão normal em repouso, com o punho em posição neutra;
cerca de 20 a 30: começa a ficar prejudicado o fluxo venoso no epineuro, a capa externa do nervo. É o primeiro degrau: o sangue que sai do nervo tem dificuldade de escoar;
cerca de 30: altera-se o transporte axonal (o transporte de substâncias ao longo das fibras nervosas);
40 a 50: altera-se a condução do impulso, e aparecem formigamentos;
60 a 80: a condução fica completamente bloqueada.
Na síndrome do túnel do carpo, a pressão de repouso costuma passar de 30 mmHg e sobe muito quando o punho fica dobrado ou estendido, como ao dormir.
Como isso se reflete na clínica:
início: sintomas à noite, intermitentes, por isquemia reversível;
fase intermediária: sintomas também de dia, com edema do nervo e perda de parte da mielina;
fase avançada: perda de sensibilidade constante e atrofia da eminência tenar, com perda de fibras nervosas.
Na prova: a circulação epineural começa a ser prejudicada a partir de cerca de 20 mmHg de pressão no túnel.
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