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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (TARO 2021)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaTARO 2021

Na paralisia braquial obstétrica, segundo a classificação de NARAKAS, o grupo 2 apresenta

  1. lesão isolada do tronco inferior.
  2. lesão isolada do tronco superior.
  3. sinal de CLAUDE BERNARD-HORNER.
  4. lesão do tronco superior associado à lesão do tronco médio.
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Gabarito: D · lesão do tronco superior associado à lesão do tronco médio.

Conceito-chave

A classificação de Narakas organiza a paralisia obstétrica do plexo braquial pela extensão da lesão, e serve para prever a recuperação:

grupo 1: lesão de C5 e C6 (tronco superior). É a paralisia de Erb clássica, que afeta o ombro e a flexão do cotovelo. Tem o melhor prognóstico, e a grande maioria recupera sozinha;

grupo 2: lesão de C5, C6 e C7, ou seja, tronco superior e tronco médio. Além do quadro de Erb, a criança tem punho e dedos caídos;

grupo 3: lesão de C5 a T1, todo o plexo, sem síndrome de Horner. O membro fica flácido;

grupo 4: lesão de C5 a T1 com síndrome de Horner. É o pior prognóstico.

Por que o grupo 2 tem punho caído: a raiz C7, que forma o tronco médio, contribui muito para o nervo radial, que inerva os extensores do punho e dos dedos. Sem ela, a mão cai.

O que é a síndrome de Horner: pálpebra caída (ptose), pupila pequena (miose) e olho afundado (enoftalmia). Ela aparece quando a raiz T1 é arrancada da medula, porque por ali passam as fibras simpáticas que vão ao olho. Indica lesão grave, por avulsão.

Quando operar: se o bíceps não volta a funcionar entre os 3 e 6 meses de vida, indica-se a reconstrução do plexo.

Na prova: Narakas grupo 2 é a lesão do tronco superior somada à do tronco médio (C5 a C7), com punho e dedos caídos.

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