Na mão reumatoide, o acometimento osteoarticular inicia-se, preferencialmente, na borda ulnar do punho e em sequência os ossos do carpo deslocam-se em:
- pronação, desvio radial e dorsal
- pronação, desvio ulnar e palmar
- supinação, desvio radial e dorsal
- supinação, desvio ulnar e palmar
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Conceito-chave
Na artrite reumatoide, a sinovite (inflamação da membrana que reveste as articulações e os tendões) destrói ligamentos e cartilagem. No punho, ela começa tipicamente pelo lado ulnar: a articulação radioulnar distal, a estiloide da ulna e a bainha do extensor ulnar do carpo (EUC).
A sequência das deformidades:
os ligamentos da radioulnar distal ficam frouxos, e a cabeça da ulna sobe para o dorso do punho. É o caput ulnae, uma saliência dorsal típica;
o tendão do extensor ulnar do carpo escorrega para a frente (volar) e passa a fletir o punho, em vez de estendê-lo;
sem o apoio do lado ulnar, o carpo roda em supinação e escorrega para o lado ulnar e para a palma (palmar);
os metacarpos inclinam para o lado radial;
para compensar, os dedos desviam para ulnar, formando o padrão em ziguezague típico da mão reumatoide.
Complicações: a cabeça da ulna, saliente e áspera, raspa nos tendões extensores e pode rompê-los, começando pelo extensor do mínimo (síndrome de Vaughan-Jackson). No lado palmar, o escafoide pode romper o flexor longo do polegar (lesão de Mannerfelt).
Na prova: no punho reumatoide, o carpo se desloca em supinação, com desvio ulnar e palmar.
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