Na lesão dos tendões flexores da mão, a sutura epitendínea contínua associada à sutura central ou nuclear aumenta a resistência em:
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Conceito-chave
Quando um tendão flexor dos dedos é cortado, o reparo precisa ser forte o bastante para permitir movimentar o dedo cedo. A mobilização precoce evita aderências, o tendão grudar nos tecidos em volta e deixar o dedo rígido. A sutura tem duas partes:
Sutura central (nuclear): é passada dentro do tendão, cruzando o local do corte. Ela suporta a maior parte da carga. Sua resistência é proporcional ao número de fios que cruzam o foco: reparos com 4 a 6 fios permitem movimento ativo precoce.
Sutura epitendínea: é uma sutura contínua e fina feita ao redor da borda do tendão, na superfície. Tem duas funções:
regularizar a superfície, para que o tendão deslize suavemente dentro da sua bainha, sem pontas que enganchem;
aumentar a resistência do reparo em cerca de 50%, porque também ajuda a resistir à separação das pontas.
O que mais deixa o reparo forte: fio mais calibroso, pegas de cerca de 1 cm a partir do corte, pontos bloqueantes e uma epitendínea bem feita (técnicas cruzadas são ainda mais fortes que a contínua simples).
Um cuidado importante: o reparo enfraquece entre a primeira e a terceira semana, quando as pontas do tendão amolecem antes de começar a cicatrizar. É a fase de maior risco de ruptura.
Na prova: a sutura epitendínea contínua aumenta a resistência do reparo do flexor em cerca de 50%.
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