Na lesão completa do nervo periférico, um dos sintomas relacionados ao sistema nervoso autônomo é a:
- anidrose em uma área geralmente igual ou maior que o déficit sensitivo
- anidrose em uma área geralmente igual ou menor que o déficit sensitivo
- hiper-hidrose em uma área geralmente igual ou maior que o déficit sensitivo
- hiper-hidrose em uma área geralmente igual ou menor que o déficit sensitivo
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Conceito-chave
Um nervo periférico, como o mediano ou o ulnar, não leva só fibras de sensibilidade e de movimento. Dentro dele correm também fibras do sistema nervoso autônomo simpático, que controlam as glândulas de suor (fibras sudomotoras), o calibre dos vasos (vasomotoras) e o arrepio dos pelos (pilomotoras).
Quando o nervo é seccionado por completo, todas essas fibras param de funcionar ao mesmo tempo no território dele:
a pele perde a sensibilidade;
as glândulas sudoríparas param: a pele fica seca, o que se chama anidrose;
no início a pele fica quente (os vasos dilatam), e depois fria e pálida;
com o tempo, surgem alterações tróficas: pele lisa e brilhante, unhas alteradas e polpa do dedo atrofiada.
Por que a área seca é igual ou maior que a área sem sensibilidade: a sensibilidade de um nervo tem muita sobreposição com a dos nervos vizinhos, que "invadem" as bordas do território e fazem a área insensível parecer menor. A inervação simpática sobrepõe bem menos. Por isso a área anidrótica fica igual ou maior que o déficit sensitivo.
Utilidade clínica: a falta de suor pode ser testada objetivamente, sem depender da colaboração do paciente (útil em crianças), pelo teste da ninidrina ou pelo teste do enrugamento: a pele de um dedo desnervado não enruga quando fica muito tempo na água.
Na prova: na lesão completa de nervo periférico há anidrose numa área igual ou maior que o déficit sensitivo.
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