Jogadora de basquete de 19 anos sente um estalo ao desacelerar e mudar de direção, cai e não volta ao jogo; o joelho incha em poucas horas. Segundo o Campbell, é correto:
- a hemartrose em poucas horas torna a lesão do LCA improvável
- o pivot shift é mais fácil de obter na lesão aguda, com o paciente acordado e com dor
- nesse cenário a chance de lesão do LCA passa de 70%; o teste de LACHMAN é o mais sensível (95%); o pivot shift exige paciente relaxado e ligamento colateral medial íntegro, e o artrômetro mostra diferença de 3 mm ou mais em 90% das lesões agudas
- a diferença de 3 mm no artrômetro é comum em joelhos normais
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Conceito-chave
A história da lesão do LCA é tão típica que, sozinha, já coloca o diagnóstico acima de 70%. O exame confirma, e o melhor momento para examinar é antes de o joelho inchar.
A história, no Campbell (cap. 45, p. 2283). Começa com uma desaceleração, um salto ou uma mudança de direção sem contato. O paciente descreve o joelho "saindo do lugar e voltando", ouve ou sente um estalo, cai e não consegue voltar à atividade. Em poucas horas o joelho incha, e a punção mostra hemartrose. Nesse cenário, a chance de lesão do LCA é maior que 70%.
O exame.
- O exame é mais fácil antes da hemartrose; depois, a dor e a defesa muscular atrapalham.
- LACHMAN: o teste mais sensível para o deslocamento anterior (95%); excursão maior que a do outro lado e ausência de parada firme.
- Pivot shift: exige paciente relaxado e ligamento colateral medial íntegro; reproduz o movimento patológico; é mais fácil na lesão crônica ou sob anestesia.
- Artrômetro (KT-1000/2000): na lesão aguda, diferença de 3 mm ou mais em 90%; em 95% dos joelhos normais a diferença é menor que 3 mm. É mais útil na lesão crônica, sem dor e defesa.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre as manobras de avaliação do LCA.
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