Paciente do sexo feminino, 71 anos de idade, submetida a artroplastia total do joelho esquerdo há 18 meses, apresenta fratura da patela classificada como Ortiguera e Bery do tipo I. A conduta mais adequada é o tratamento:
- cirúrgico: patelectomia total;
- cirúrgico: patelectomia parcial;
- conservador: joelho estabilizado em extensão;
- cirúrgico: osteossíntese da patela com reconstrução do aparelho extensor;
- cirúrgico: osteossíntese da patela com substituição do componente patelar.
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Conceito-chave
Fratura periprotética da patela após artroplastia total do joelho. É uma complicação incomum, mais frequente quando a patela é recapeada, especialmente com ressecção excessiva, má posição, desvascularização (liberação lateral) ou trauma.
Classificação de Ortiguera e Berry. Baseia-se em dois fatores: a integridade do aparelho extensor e a fixação do componente patelar.
| Tipo | Descrição | Tratamento |
|---|---|---|
| I | Aparelho extensor íntegro e componente estável | Conservador |
| II | Ruptura do aparelho extensor (com ou sem componente solto) | Cirúrgico: reparo do mecanismo extensor e fixação ou patelectomia parcial |
| III | Aparelho extensor íntegro, componente solto | IIIa: estoque ósseo razoável, revisão do componente; IIIb: osso ruim, patelectomia ou outras soluções |
Tratamento conservador (tipo I). Imobilização com o joelho em extensão (tala ou órtese) por cerca de 4 a 6 semanas, com carga conforme tolerado, seguida de reabilitação progressiva.
Por que evitar operar o tipo I. A osteossíntese de uma patela fina e recapeada tem altas taxas de complicação (falha da fixação, infecção, pseudoartrose), e o tratamento conservador dá bons resultados quando o mecanismo extensor e o implante estão preservados.
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