Uma paciente de 25 anos, jogadora de futebol, apresenta dor e inchaço no joelho direito após uma entorse durante um jogo. Ao exame físico, há instabilidade ligamentar, com resultados positivos nos testes de Lachman e Pivot Shift. A ressonância magnética revela ruptura completa do ligamento cruzado anterior (LCA). Para o caso em pauta, o tratamento mais adequado é:
- imobilização com tala gessada por 6 semanas PRICE;
- cirurgia de reconstrução do LCA com Allograft;
- cirurgia de reconstrução do LCA com ligamento sintético;
- fisioterapia com exercícios de fortalecimento muscular;
- cirurgia de reconstrução do LCA com auto enxerto de tendões flexores ou patelar.
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Conceito-chave
O problema é a instabilidade, não apenas a imagem. O LCA limita a translação anterior da tíbia e contribui para o controle rotacional. Lachman positivo sugere frouxidão anterior; pivot shift positivo demonstra instabilidade rotatória. A ruptura completa na ressonância reforça o diagnóstico, mas atividade desejada, episódios de falseio, lesões associadas e metas da paciente orientam a decisão terapêutica.
A atleta que quer voltar ao futebol exige estabilidade para pivô. Futebol combina desaceleração, mudança brusca de direção e apoio com rotação. Para uma jogadora jovem com instabilidade demonstrada que pretende retornar a esse nível, a reconstrução do LCA é a opção cirúrgica mais adequada entre as oferecidas. Não é uma ordem para operar toda ruptura: reabilitação estruturada, com reconstrução tardia se persistir instabilidade, também pode funcionar em parte dos pacientes. Antes e depois de eventual cirurgia, recuperar extensão, reduzir derrame e fortalecer a musculatura são etapas essenciais.
A escolha do enxerto importa. Autoenxertos de tendões flexores e patelar são opções estabelecidas. O tendão patelar com blocos ósseos pode causar mais dor anterior ou ao ajoelhar; a retirada dos flexores pode afetar força de flexão e requer atenção ao diâmetro do enxerto. O tendão do quadríceps é outra opção autóloga. Em pacientes jovens e ativos, diretrizes favorecem autoenxerto em vez de aloenxerto pelo menor risco de falha. Nenhum enxerto dispensa reabilitação e critérios objetivos antes do retorno ao esporte.
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