No tratamento cirúrgico da instabilidade patelar, indica-se a técnica de ELMSLIE-TRILLAT quando o índice de INSALL-SALVATI estiver especificamente inferior a
- 1,5.
- 1,2.
- 1,0.
- 0,8.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Medializar não é distalizar. A técnica de Elmslie-Trillat desloca a tuberosidade anterior da tíbia para medial, reduzindo o vetor que puxa a patela para fora. Ela não corrige, na forma clássica, uma patela excessivamente alta. Se a patela demora a entrar na tróclea porque está alta, uma estratégia que também reduza a altura pode ser considerada, conforme o conjunto anatômico e a instabilidade documentada.
O índice de Insall-Salvati mede uma proporção específica. Divide-se o comprimento do tendão patelar pelo maior comprimento da patela óssea na radiografia de perfil. Valores aproximados de 0,8 a 1,2 são habitualmente considerados normais; acima de 1,2 sugere-se patela alta, e abaixo de 0,8, patela baixa. O corte de 1,2 explica a resposta tradicional da pergunta: a medialização isolada foi ensinada para joelho sem patela alta importante.
O número não substitui a indicação. A distância entre a tuberosidade tibial e o sulco troclear, a morfologia da tróclea, a lesão do ligamento patelofemoral medial e o engajamento da patela entram na decisão contemporânea. O índice de Caton-Deschamps e medidas de engajamento ajudam a avaliar altura articular. Como Insall-Salvati compara tendão com patela, uma distalização que move a inserção tibial sem encurtar o tendão pode melhorar o engajamento sem normalizar essa razão. Confundir “abaixo de 1,2” com ordem automática de operar seria um erro clínico.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo