As fibras colágenas que mais contribuem para a resistência à compressão do menisco são as
- radiais.
- circunferenciais.
- perfurantes.
- oblíqüas.
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Conceito-chave
Uma cunha sob carga tende a escapar. Cada menisco é uma fibrocartilagem entre fêmur e tíbia. Sua forma amplia a área de contato e distribui a força axial. Quando o fêmur o comprime, uma componente da força empurra o tecido para a periferia. As raízes anterior e posterior prendem as extremidades do menisco à tíbia; sem essa ancoragem, o tecido extrui e perde eficiência na transmissão da carga.
O arco de colágeno segura essa tendência. Na camada profunda predominam feixes de colágeno tipo I orientados circunferencialmente. A tentativa de extrusão os coloca sob tração ao longo do arco, a chamada tensão circunferencial ou hoop stress. Essa conversão de compressão axial em tração explica por que as fibras circunferenciais são as mais importantes para a resistência funcional do menisco à carga compressiva, embora a fibra individual não suporte a compressão como um pilar.
As fibras que cruzam o arco também importam. Feixes radiais de amarração conectam fibras circunferenciais e ajudam a evitar fendas longitudinais; fibras superficiais formam uma malha que lida com cisalhamento. Uma ruptura radial completa atravessa o arco principal e prejudica o hoop stress, assim como uma lesão da raiz que desancora o menisco. Por isso preservar raiz, periferia e fibras circulares é decisivo para manter distribuição de carga após reparo ou meniscectomia parcial.
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