Na lesão do ligamento cruzado posterior, segundo TORG, o mais importante fator preditivo de mau resultado funcional é
- o desvio do eixo anatômico.
- a presença de lesões meniscais.
- a presença de lesões ligamentares associadas.
- o tempo de evolução da lesão.
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Conceito-chave
O ligamento cruzado posterior freia a tíbia para trás. Sua ruptura pode ocorrer quando uma força atinge a tíbia proximal com o joelho flexionado, como no trauma contra o painel de um carro. A gaveta posterior e o sinal de queda posterior investigam essa translação. Uma lesão isolada pode deixar alguma frouxidão mensurável e, ainda assim, permitir boa função após reabilitação; a qualidade funcional não se resume a quantos milímetros a tíbia desloca.
O joelho combinado é outro problema. Quando há também lesão de colateral, canto posterolateral ou outro cruzado, o membro perde restrições em mais de um plano. Essa instabilidade multidirecional altera rotação, varo ou valgo além da gaveta posterior e pode sobrecarregar cartilagem e meniscos. Por isso a presença de outra lesão ligamentar deve ser procurada ativamente, inclusive com testes em extensão e comparação com o joelho oposto; ignorá-la compromete a interpretação do exame e o planejamento terapêutico.
Leia Torg com precisão. Na série clássica, os pacientes com instabilidade posterior unidirecional diferiram dos que tinham instabilidade combinada. Porém, a análise estatística não mostrou que o rótulo “multidirecional” sozinho causava o mau resultado: condromalácia, alterações meniscais, atrofia do quadríceps e degeneração também explicavam função pior. Isso evita a conclusão falsa de que um menisco lesionado nunca importa. Reabilitação com fortalecimento do quadríceps, sintomas, lesões associadas e demanda funcional orientam a conduta individual.
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