Na artroplastia total do joelho, uma das contraindicações absolutas é
- o recurvatum do joelho devido a fraqueza muscular.
- antecedente de osteomielite nas proximidades do joelho.
- psoríase com má condição da pele do membro a ser operado.
- falta de condição clínica para o paciente ser submetido a anestesia geral.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A contraindicação absoluta é uma situação em que a cirurgia não deve ser feita de jeito nenhum, porque o risco supera qualquer benefício. A relativa pede cautela e preparo, mas não impede a cirurgia.
Na artroplastia total do joelho, as contraindicações absolutas costumam incluir infecção ativa (no joelho ou em outro lugar do corpo), mecanismo extensor que não funciona, doença arterial grave do membro, artrodese já consolidada e sem dor e o joelho recurvado por fraqueza muscular.
O recurvato é o joelho que dobra para trás, além da extensão normal. Quando ele é causado por fraqueza muscular, como em sequelas de poliomielite, o paciente usa esse travamento para trás como forma de se apoiar: sem quadríceps forte, ele "trava" o joelho em hiperextensão para não cair. Uma prótese convencional não tem como reproduzir essa estabilidade. Os ligamentos de trás vão cedendo, a deformidade volta e a prótese falha. Por isso, o recurvato paralítico é tratado como contraindicação absoluta nas referências clássicas.
Já as outras situações da questão pedem cuidado, mas não proíbem a cirurgia. Uma osteomielite antiga perto do joelho aumenta o risco de infecção e exige investigação de atividade da doença. A psoríase com pele ruim aumenta o risco de contaminação da ferida e pede preparo da pele antes da cirurgia. E o paciente que não tolera anestesia geral pode ser operado com anestesia regional, como a raquianestesia, que é inclusive a mais usada na prótese de joelho.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo