Na gonartrose com desvio em varo, a osteotomia tibial alta deve corrigir o eixo anatômico do joelho, segundo Coventry, para valgo de pelo menos quantos graus?
- 4-5
- 5-7
- 6-7
- 8-10
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Quem tem artrose no joelho com as pernas arqueadas, em varo, apoia quase todo o peso no compartimento medial, o lado de dentro. Antes de pensar em prótese, sobretudo em pacientes mais jovens e ativos, existe uma alternativa: a osteotomia tibial alta. O cirurgião corta a tíbia logo abaixo do joelho e muda o ângulo do osso, transferindo a carga do lado gasto para o lado lateral, que ainda tem cartilagem boa.
A pergunta central dessa cirurgia é: quanto corrigir? Coventry, que popularizou a técnica, mostrou que corrigir só até o alinhamento "normal" não basta. O joelho normal já tem um pouco de valgo anatômico, por volta de 5 a 7 graus quando se mede o ângulo entre o eixo do fêmur e o da tíbia na radiografia. Se a osteotomia leva o joelho apenas até aí, a carga continua caindo muito no lado medial e a deformidade volta. Por isso a recomendação é sobrecorrigir para um valgo anatômico de 8 a 10 graus.
O erro mais comum na osteotomia é a hipocorreção, a principal causa de recidiva da dor e do varo. O erro oposto, corrigir demais, sobrecarrega o compartimento lateral e deixa uma perna em "X" esteticamente ruim.
Hoje o planejamento costuma ser feito pelo eixo mecânico, a linha que vai do centro da cabeça do fêmur ao centro do tornozelo, numa radiografia panorâmica dos membros inferiores com carga. O alvo clássico é o ponto de Fujisawa: fazer essa linha passar a cerca de 62% da largura do platô tibial, contando a partir da borda medial. É a mesma ideia de Coventry, escrita em outra linguagem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo