A tríade infeliz de O’Donoghue caracteriza-se pela lesão das seguintes estruturas na seguinte seqüência:
- Ligamento cruzado anterior, ligamento colateral tibial e menisco medial.
- Menisco medial, ligamento colateral tibial e ligamento cruzado anterior.
- Ligamento colateral tibial, ligamento cruzado anterior e menisco medial.
- Ligamento cruzado anterior, ligamento colateral fibular e menisco lateral.
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Conceito-chave
Em 1950, Don O'Donoghue descreveu, a partir de lesões no futebol americano, uma combinação que ficou conhecida como tríade infeliz. O mecanismo é um golpe na face lateral do joelho com o pé fixo no chão: o joelho é empurrado para valgo e a tíbia roda para fora.
A sequência de lesões segue o caminho da força, da periferia para o centro do joelho. O primeiro a ser estirado pelo valgo é o ligamento colateral tibial, que é o outro nome do colateral medial, porque ele vai do fêmur à tíbia. Se a força continua, o ligamento cruzado anterior rompe em seguida. E por fim o menisco medial, cujo corno posterior está preso à parte profunda do colateral medial e é arrastado e lesado junto. Essa é a sequência clássica cobrada em prova.
O conhecimento evoluiu desde então. Estudos posteriores mostraram que, na lesão aguda de LCA com colateral medial, o menisco lesado com mais frequência é o lateral, pelo impacto do compartimento lateral no momento em que a tíbia subluxa. O menisco medial passa a predominar no LCA crônico. Mesmo assim, a tríade continua sendo cobrada com a formulação original.
O tratamento costuma ser em etapas. O colateral medial cicatriza bem e é tratado primeiro com órtese, enquanto o joelho recupera o movimento. Depois, reconstrói-se o LCA e trata-se o menisco. O colateral medial só é reconstruído se sobrar instabilidade em valgo ou houver lesão importante do canto posteromedial.
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