Na reconstrução anatômica do ligamento cruzado anterior, o enxerto se comporta de forma:
- Não isométrica, com bandas que apresentam diferentes tensões.
- Não isométrica, com bandas que apresentam tensões iguais.
- Isométrica, com bandas que apresentam diferentes tensões.
- Isométrica, com bandas que apresentam tensões iguais.
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Conceito-chave
Durante muitos anos, o objetivo da reconstrução do LCA foi a isometria: posicionar os túneis no fêmur e na tíbia de modo que a distância entre eles não mudasse ao dobrar e esticar o joelho. Um enxerto isométrico teria sempre a mesma tensão, sem afrouxar nem esticar demais. Na prática, essa busca levou a túneis femorais altos, perto do teto do intercôndilo, feitos através do túnel da tíbia, e a enxertos muito verticais. Eles seguravam bem a gaveta anterior, mas controlavam mal a rotação, e muitos pacientes continuavam com o pivot shift.
O problema é que o próprio LCA não é isométrico. A banda anteromedial é quase isométrica e fica tensa principalmente em flexão; a banda posterolateral fica tensa em extensão e afrouxa quando o joelho dobra. O ligamento normal, portanto, muda de comprimento e de tensão ao longo do movimento, e suas partes trabalham em momentos diferentes.
A reconstrução anatômica abandonou a isometria como meta e passou a colocar os túneis no centro das inserções originais do ligamento, com o túnel femoral mais baixo na parede lateral do intercôndilo, feito pelo portal anteromedial ou de fora para dentro. O enxerto fica mais horizontal e controla melhor a rotação. E, como reproduz a anatomia, ele também se comporta como o ligamento nativo: de forma não isométrica, com tensões diferentes nas porções que correspondem a cada banda ao longo do arco de movimento.
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