A osteonecrose do côndilo do fêmur caracteriza-se pela presença de dor
- aguda em pacientes jovens.
- crônica em pacientes jovens.
- aguda em pacientes idosos.
- crônica em pacientes idosos.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A cena típica é de uma senhora acima dos 60 anos que conta o momento exato em que a dor começou: estava descendo uma escada, ou só andando, e sentiu uma dor forte e repentina na face medial do joelho. A dor piora ao apoiar e à noite. A radiografia é normal.
Esse é o quadro clássico da osteonecrose espontânea do joelho, descrita por Ahlbäck em 1968. Ela acomete a zona de carga do côndilo femoral medial, quase sempre de um lado só, em pessoas mais velhas e sem os fatores de risco clássicos de necrose. Hoje se entende que, na maioria dos casos, não é uma necrose primária, e sim uma fratura por insuficiência do osso logo abaixo da cartilagem, num osso frágil. Ela se associa com frequência à lesão da raiz posterior do menisco medial, que, ao deixar de segurar a carga, sobrecarrega o côndilo.
No início, a radiografia é normal, e o diagnóstico vem da ressonância, que mostra um edema extenso no côndilo e uma linha escura logo abaixo da cartilagem. A evolução depende do tamanho: lesões pequenas costumam melhorar com tratamento conservador, tirando o peso do joelho por algumas semanas e controlando a dor. Lesões grandes tendem a colapsar a superfície e evoluir para artrose, tratada com prótese unicompartimental ou total.
A osteonecrose secundária é outra doença: aparece em pessoas mais jovens com fatores de risco (corticoide, álcool, lúpus, anemia falciforme, doença de Gaucher), começa de forma insidiosa, é muitas vezes dos dois lados e atinge vários pontos do osso, inclusive a metáfise.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo