A lesão do ligamento cruzado posterior acontece mais frequentemente com o joelho em
- varo.
- valgo.
- flexão.
- extensão.
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Conceito-chave
O ligamento cruzado posterior é o principal freio contra a tíbia ir para trás em relação ao fêmur. Ele é grosso e forte, e para rompê-lo é preciso uma força que empurre a tíbia para trás, principalmente com o joelho dobrado, posição em que o LCP é o restritor dominante.
O exemplo clássico é a lesão do painel: num acidente de carro, o motorista ou passageiro está sentado com o joelho fletido, e na batida a parte da frente da tíbia bate contra o painel. A tíbia é empurrada para trás e o LCP rompe. No esporte, o mecanismo mais comum é a queda sobre o joelho dobrado com o pé em ponta (flexão plantar): a tuberosidade da tíbia bate direto no chão. Hiperflexão e hiperextensão também podem lesar o LCP, mas a hiperextensão geralmente rompe primeiro o LCA e a cápsula posterior, numa lesão mais complexa.
No exame, o teste mais sensível é a gaveta posterior a 90 graus. Normalmente, o platô tibial medial fica cerca de 1 cm à frente do côndilo femoral; na lesão do LCP, esse degrau diminui ou some. A gradação usa essa posição: no grau I, o platô continua à frente do côndilo; no grau II, fica nivelado com ele; no grau III, fica atrás. O grau III sugere lesão combinada, especialmente do canto posterolateral. O sinal de Godfrey mostra a tíbia "afundando" para trás com o quadril e o joelho a 90 graus, e o teste ativo do quadríceps mostra a tíbia voltando à frente quando o paciente contrai o músculo.
As outras posições levam a outras lesões: o valgo lesa o colateral medial, muitas vezes com o LCA; o varo lesa o colateral lateral e o canto posterolateral.
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