Na artroplastia total do joelho em valgo, o posicionamento rotacional do componente femoral deve ter como parâmetro
- a linha de INSALL.
- o eixo epicondilar.
- a cortical anterior do fêmur.
- as faces posteriores dos côndilos femorais.
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Conceito-chave
Na prótese total do joelho, não basta acertar o tamanho e o alinhamento do componente femoral; é preciso acertar também a sua rotação, ou seja, para onde ele "aponta" no plano horizontal. Se ele fica rodado para dentro, a patela tende a escapar para o lado de fora, o joelho dói na frente, e o espaço entre os ossos com o joelho dobrado fica desigual, mais apertado de um lado.
Há várias referências para acertar essa rotação. O eixo transepicondilar, a linha que liga o epicôndilo lateral ao sulco do epicôndilo medial, é a que melhor representa o eixo em torno do qual o joelho dobra. A linha de Whiteside, do fundo da tróclea ao meio do intercôndilo, é perpendicular a ele e serve de conferência. A referência pelos côndilos posteriores, muito usada pela praticidade, consiste em rodar o componente cerca de 3 graus para fora em relação à linha que tangencia a parte de trás dos dois côndilos. E há a técnica de equilíbrio do espaço em flexão, que define a rotação pela tensão dos ligamentos.
A referência pelos côndilos posteriores funciona bem no joelho normal ou varo. No joelho valgo, porém, o côndilo lateral é pequeno (hipoplásico), principalmente na parte de trás. Se o cirurgião usar a linha dos côndilos posteriores, que nesse caso está inclinada, o componente ficará rodado para dentro, com todas as consequências para a patela.
Por isso, no valgo, a rotação é guiada pelo eixo epicondilar (conferido pela linha de Whiteside), que não depende do formato do côndilo lateral, geralmente com uma rotação externa maior que os 3 graus habituais.
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