Na ruptura aguda do ligamento cruzado anterior, a lesão associada mais comum é a
- do menisco medial.
- da cartilagem da patela.
- do menisco lateral.
- do ligamento colateral lateral.
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Conceito-chave
Quando o LCA rompe, raramente rompe sozinho. Os meniscos acompanham com frequência, e qual menisco é lesado depende do momento em que se olha: logo depois do trauma ou anos depois.
Na lesão aguda, o menisco mais lesado é o lateral. No instante da ruptura, a tíbia escorrega para a frente e roda por dentro, e o compartimento lateral subluxa e bate com força: é o mesmo movimento do teste do pivot shift. As contusões ósseas típicas da lesão do LCA ficam exatamente ali, no côndilo femoral lateral e no platô tibial posterolateral, e o menisco lateral, preso no meio desse impacto, é o que mais sofre.
Na lesão crônica, o quadro se inverte, e o menisco medial passa a ser o mais lesado. O motivo é funcional: o corno posterior do menisco medial é preso firmemente à tíbia e funciona como um calço que ajuda a impedir a tíbia de ir para a frente. Sem o LCA, ele vira o principal freio, e cada episódio de falseio o castiga. Com o tempo, ele rompe, e as lesões em alça de balde do menisco medial são típicas do joelho com LCA roto há muito tempo.
Isso tem uma consequência prática importante: no paciente jovem e ativo com instabilidade, reconstruir o LCA sem atraso protege o menisco medial e aumenta a chance de que as lesões meniscais ainda sejam reparáveis.
Quanto aos ligamentos, a associação mais comum com o LCA é a do colateral medial, pelo mecanismo de valgo com rotação externa.
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