Na artroplastia total do joelho em pacientes hemofílicos portadores de HIV, a complicação mais comum é
- a soltura asséptica.
- a hemorragia.
- a infecção.
- o tromboembolismo.
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Conceito-chave
Na hemofilia, a falta de um fator de coagulação (o VIII na hemofilia A, o IX na B) faz as articulações sangrarem por dentro, às vezes sem trauma nenhum. Cada sangramento inflama a sinovial, que fica mais grossa e com mais vasos, sangra mais fácil, e o ciclo se repete. Com os anos, o ferro do sangue e a inflamação destroem a cartilagem: é a artropatia hemofílica. O joelho é a articulação mais atingida, e o paciente chega jovem à artrose, com joelho rígido, dobrado e osso fraco.
A artroplastia total resolve a dor e melhora a função, mas é uma cirurgia de alto risco nesse grupo. Ela exige reposição do fator de coagulação antes, durante e depois da operação, com acompanhamento do hematologista, retirada da sinovial doente e, muitas vezes, liberações amplas para vencer a rigidez.
Entre as complicações, a mais comum e a mais temida é a infecção. A taxa é bem maior que na população geral, e maior ainda nos pacientes que também têm HIV, muitos contaminados no passado por hemoderivados. A imunidade baixa, sobretudo com contagem de linfócitos CD4 reduzida, soma-se aos sangramentos e à cirurgia extensa. E a infecção pode aparecer tarde, anos depois, pelo sangue.
As outras complicações existem, mas ficam atrás. O sangramento pós-operatório é um risco real, porém controlável com a reposição adequada do fator. A soltura asséptica aparece a longo prazo, em pacientes jovens e ativos. E o tromboembolismo é pouco frequente, porque o próprio hemofílico tem dificuldade para coagular; a profilaxia com anticoagulante, comum em outras próteses, geralmente não é usada.
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