Na artrose do joelho, é considerado fator de bom prognóstico do desbridamento artroscópico a presença de
- dor noturna.
- dor insidiosa.
- sintomas mecânicos.
- menisco degenerativo.
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Conceito-chave
Durante anos, a artroscopia para "limpar" o joelho com artrose foi uma cirurgia muito feita: lavar a articulação, regularizar a cartilagem e os meniscos desgastados, retirar fragmentos soltos. A ideia parecia lógica. Até que estudos bem desenhados testaram isso.
O ensaio de Moseley, em 2002, comparou a artroscopia com uma cirurgia simulada, em que o paciente recebia apenas pequenos cortes na pele sem nenhum procedimento dentro do joelho. Os resultados foram iguais. Outros estudos, como o de Kirkley em 2008, compararam com fisioterapia e tratamento clínico e também não mostraram benefício. Hoje, as diretrizes não recomendam a artroscopia para tratar a artrose em si.
Mas existe um grupo em que ela ainda pode ajudar: o paciente com sintomas mecânicos verdadeiros. É aquele cujo joelho trava de repente e depois destrava, que tem um corpo livre andando pela articulação, ou um retalho de menisco instável que se prende entre os ossos. Nesses casos, a dor não vem só do desgaste, mas de uma lesão específica, que a artroscopia consegue resolver. O resultado é melhor ainda se os sintomas são recentes, o alinhamento da perna é normal e a artrose é leve, com o espaço articular preservado na radiografia com carga.
Os sinais de mau resultado são o oposto: dor difusa, que começou devagar, dor noturna ou em repouso, perna desalinhada, artrose avançada e lesão de menisco puramente degenerativa, sem travamento verdadeiro, situação em que a retirada parcial do menisco não se mostrou melhor que a fisioterapia.
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