As principais complicações associadas à osteocondrite de OSGOOD-SCHLATTER não tratada, são
- geno varo e instabilidade do joelho.
- geno valgo e instabilidade do joelho.
- geno flexo e pseudartrose da tuberosidade anterior da tíbia.
- geno recurvato e pseudartrose da tuberosidade anterior da tíbia.
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Conceito-chave
A doença de Osgood-Schlatter é uma inflamação por tração na tuberosidade anterior da tíbia, onde o tendão patelar se prende. Durante o estirão de crescimento, essa região ainda é uma apófise, um centro de crescimento separado do resto da tíbia por cartilagem. O quadríceps, cada vez mais forte, puxa repetidamente o tendão patelar, especialmente em esportes com salto e corrida, e a apófise sofre microarrancamentos.
O adolescente tem dor e um caroço na frente do joelho, logo abaixo da patela, que piora para ajoelhar, saltar e subir escadas. A doença é autolimitada: quando a apófise se funde ao resto da tíbia, no fim do crescimento, a dor some. O tratamento é conservador, com redução das atividades que causam dor, gelo e alongamento do quadríceps e dos isquiotibiais.
As complicações são poucas, mas existem. A mais conhecida é o ossículo não unido: um fragmento de osso que se formou dentro do tendão e nunca se juntou à tíbia. Ele funciona como uma pseudartrose da tuberosidade e pode doer por anos na vida adulta. O tratamento é retirar o ossículo, com bons resultados.
A outra é o joelho recurvato, mais rara. Se a parte da frente da placa de crescimento da tíbia proximal se fecha antes da hora (o que acontece mais depois de trauma ou imobilização), a parte de trás continua crescendo, e a tíbia vai se inclinando para trás. O joelho passa a estender além do normal. Também podem ficar uma proeminência óssea residual e, menos frequentemente, uma patela alta.
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