Os meniscos apresentam maior capacidade de suportar forças de
- flexão.
- rotação.
- compressão.
- cisalhamento.
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Conceito-chave
O menisco tem um trabalho difícil: ficar entre o fêmur arredondado e a tíbia quase plana e transformar um contato pequeno, numa área estreita, em um contato largo, que espalha a carga pela cartilagem. Para isso, ele foi construído de um jeito engenhoso.
A maior parte das fibras de colágeno do menisco corre em círculo, acompanhando a forma de meia-lua, e as pontas desse anel estão firmemente presas à tíbia pelas raízes anterior e posterior. Quando o peso do corpo desce, o fêmur aperta o menisco, que, por ter forma de cunha, tende a ser espremido para fora da articulação. As fibras circulares resistem a esse escape, ficando tensas como os aros de metal que seguram as tábuas de um barril. Essa tensão em anel tem nome em inglês, hoop stress. O resultado é que a compressão vertical é transformada em tensão ao longo do anel, e o menisco aguenta muito bem esse tipo de carga.
É por isso que algumas lesões são tão graves para o joelho. Uma lesão radial completa ou uma lesão da raiz corta o anel, e o menisco deixa de segurar a carga: o efeito na pressão sobre a cartilagem é parecido com o de retirar o menisco inteiro. Os meniscos transmitem uma parte grande da carga do joelho, e o lateral carrega proporcionalmente mais do seu compartimento que o medial, o que explica por que a retirada do menisco lateral leva mais rápido à artrose.
O que o menisco tolera mal são as forças de cisalhamento e de rotação com o joelho carregado: o giro com o pé plantado no chão, que é o mecanismo de boa parte das lesões meniscais.
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