Em pacientes portadores de Síndrome de Down, a instabilidade femoropatelar está presente em
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Conceito-chave
A síndrome de Down tem uma marca que atravessa toda a ortopedia desses pacientes: a frouxidão ligamentar generalizada, junto com a hipotonia muscular. Ligamentos frouxos e músculos com pouco tônus deixam as articulações instáveis, e isso aparece em vários lugares do corpo: na coluna cervical (instabilidade entre o atlas e o áxis), no quadril (que pode luxar), nos pés (planos) e no joelho.
No joelho, a manifestação é a instabilidade femoropatelar. Na série clássica de Dugdale e Renshaw, ela esteve presente em cerca de 8% dos pacientes com síndrome de Down, e é esse o valor cobrado. As séries variam um pouco, mas a ordem de grandeza é essa.
A instabilidade vai de uma subluxação leve até a luxação habitual (a patela sai a cada flexão) e a luxação permanente, em que ela fica o tempo todo fora do sulco. Um detalhe que surpreende: muitas vezes ela é pouco dolorosa, e a criança anda razoavelmente bem, o que faz o problema passar despercebido. Joelho valgo, pés planos e torção externa da tíbia costumam acompanhar o quadro.
O tratamento é conservador na maioria dos casos, com fortalecimento e órteses, principalmente quando a função é boa. A cirurgia entra quando há perda funcional, quedas ou piora da marcha, com realinhamento de partes moles, reconstrução do ligamento patelofemoral medial e, no esqueleto maduro, às vezes transferência da tuberosidade da tíbia. A taxa de recidiva é maior que na população geral, pela própria frouxidão.
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