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Questão de Instabilidade femoropatelar (TEPOP 2024)

JoelhoInstabilidade femoropatelarTEPOP 2024

O ponto de SCHOTLLE, utilizado no tratamento cirúrgico da instabilidade femoropatelar está localizado imediatamente

  1. anterior à bissetriz da linha de BLUMENSAAT e a borda anterior do fêmur.
  2. anterior à bissetriz da linha de BLUMENSAAT e a borda posterior do fêmur.
  3. posterior à bissetriz da linha de BLUMENSAAT e a borda anterior do fêmur.
  4. posterior à bissetriz da linha de BLUMENSAAT e a borda posterior do fêmur.
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Gabarito: B · anterior à bissetriz da linha de BLUMENSAAT e a borda posterior do fêmur.

Conceito-chave

O ligamento patelofemoral medial (LPFM) é a principal estrutura que impede a patela de sair para o lado de fora nos primeiros graus de flexão. Na luxação da patela, ele quase sempre rompe, e a cirurgia mais usada para a instabilidade recorrente é a sua reconstrução com um enxerto de tendão, fixado de um lado na patela e do outro no fêmur.

O ponto crítico da cirurgia é o local da fixação no fêmur. Se ele ficar longe do ponto anatômico, o enxerto muda de comprimento quando o joelho dobra: fica tenso demais em alguma fase do movimento, o que causa dor, perda de flexão e sobrecarga da cartilagem entre a patela e o fêmur, ou frouxo, o que deixa a instabilidade voltar.

Em 2007, Schöttle descreveu como encontrar esse ponto numa radiografia de perfil verdadeiro do joelho, com os côndilos posteriores sobrepostos. Traça-se o prolongamento da cortical posterior do fêmur. Depois, uma linha perpendicular a ela passando pela origem do côndilo medial, e outra passando pelo ponto mais posterior da linha de Blumensaat (a linha que marca o teto do intercôndilo). O ponto de Schöttle fica cerca de 1 mm à frente da cortical posterior, entre essas duas perpendiculares, na altura da parte posterior da linha de Blumensaat. A questão resume isso dizendo que ele está anterior à referência de Blumensaat e à borda posterior do fêmur.

A radiografia ajuda muito durante a cirurgia, com o intensificador de imagem, mas não substitui a anatomia: o ponto fica entre o tubérculo dos adutores e o epicôndilo medial, que podem ser palpados.

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