Na semiologia do joelho
- o teste de “Pivot Shift” necessita o paciente relaxado e o LCM intacto
- rotação externa da perna no teste da gaveta anterior diminui a excursão anterior da tíbia
- o “Dial” teste pode ser realizado em decúbito ventral ou dorsal, e avalia instabilidade posteromedial
- no teste de stress varo ou valgo, abertura aumentada em flexão sugere lesão de ligamento cruzado associado
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Conceito-chave
Pivot shift é dinâmico. Na deficiência do LCA, a tíbia lateral tende a subluxar anteriormente perto da extensão e reduzir com ressalto durante a flexão. A contração defensiva dos músculos pode mascarar esse fenômeno, razão pela qual o teste é mais fácil em paciente relaxado e pode ficar mais evidente sob anestesia. O valgo aplicado depende de contenção medial suficiente; lesão importante do ligamento colateral medial pode alterar ou abolir o ressalto.
Gaveta anterior com rotação. A manobra de Slocum compara a translação tibial com a perna rodada. A rotação externa tensiona estruturas mediais no joelho íntegro; se houver lesão anteromedial, a gaveta nessa posição pode aumentar. Portanto, afirmar apenas que a rotação externa diminui a excursão, sem informar integridade ligamentar, simplifica excessivamente o fenômeno.
Não troque os demais testes. O dial test compara rotação externa das pernas a 30 e 90 graus para investigar principalmente o canto posterolateral e lesões combinadas. Em estresse varo ou valgo, abertura isolada a cerca de 30 graus sugere lesão colateral; abertura também em extensão levanta suspeita de lesão capsular ou cruzada associada.
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