Em relação a biomecânica do joelho, pode-se afirmar que
- é permitido movimento rotacional em extensão total
- os meniscos mediais são mais móveis no movimento de flexo-extensão
- comprimento articular da superfície do fêmur e da tíbia são similares
- movimento de flexo-extensão é uma combinação de balanço e deslizamento
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Conceito-chave
A flexão não é uma dobradiça pura. As superfícies femoral e tibial têm comprimentos e curvaturas diferentes. Para percorrer grande arco sem perder contato posterior, os côndilos femorais combinam rolamento e deslizamento sobre os platôs tibiais. O deslocamento posterior relativo do fêmur durante a flexão é chamado de rollback; ligamentos cruzados, geometria e tecidos moles participam do controle desse movimento.
A rotação acompanha o arco. Próximo da extensão completa, o mecanismo de travamento, ou screw-home, torna a rotação axial livre muito limitada. Ao iniciar a flexão, o joelho destrava e recupera mobilidade rotacional. Não se deve confundir a rotação automática do fim da extensão com permissão irrestrita para girar um joelho completamente estendido.
Os meniscos acompanham o movimento. O menisco lateral se desloca mais que o medial, que é mais firmemente ligado à cápsula e ao ligamento colateral medial profundo. Essa diferença ajuda a entender a vulnerabilidade do menisco medial a certas torções.
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